Alimentos para grávidas: 16 alimentos que precisam de uma atenção

Durante a gestação, a alimentação deve ser bem planejada para que você e o bebê estejam sempre saudáveis. Alguns alimentos para grávidas, os quais antes não eram um problema, agora, devem ser reduzidos ou completamente retirados da dieta. Muitas vezes, podendo somente voltar a serem consumidos depois de passado o período de amamentação.

Não é necessário que você se prive das comidas que gosta, mas é importante que toda a sua alimentação seja feita com cuidado para evitar alergias, infecções e falta ou excesso de um nutriente específico.

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Confira o que as grávidas não podem comer e o porquê desses 16 alimentos não serem indicados para essa fase:

1. Álcool

O álcool consumido pela mãe é transferido para o bebê, e o seu organismo prematuro ainda não tem como processar e eliminar os compostos, fazendo com que se acumulem.

Ingerir qualquer tipo de bebida alcoólica durante a gravidez pode causar síndrome alcoólica fetal (SAF), a qual impede que o bebê receba a quantidade adequada de oxigênio. Isso pode resultar em retardo no crescimento e déficit de memória e aprendizado, além de má formação de alguns órgãos da criança.

A bebida deve ser retirada da sua dieta a partir do dia em que você descobre a gravidez até o dia em que para de amamentar.

2. Chocolate

O chocolate pode ser consumido, desde que com moderação. A quantidade de cafeína presente nele não é suficiente para fazer mal — e alguns estudos ainda mostram que o chocolate, principalmente o meio-amargo, previne complicações na gravidez. Mas, consumir chocolate em excesso pode causar azia e enjoo, por isso, tenha sempre bom senso.

O consumo recomendado para uma grávida saudável é de, no máximo, 30 gramas por dia (ou seja, mais ou menos um bombom). As gestantes com sobrepeso ou diabetes gestacional devem evitá-lo ao máximo, já que o doce contém altos níveis de açúcar e gordura.

Para evitar exageros, prefira comer o chocolate sempre depois de alguma refeição. Os melhores chocolates para consumo são os amargos e que possuem maior concentração de cacau, já que o fruto é rico em antioxidantes.

Os chocolates amargos têm menor adição de açúcar e gordura e, por isso, são mais saudáveis e menos calóricos do que o chocolate branco, por exemplo. Os tipos diet têm menos açúcar, mas, para compensar o sabor, é adicionado mais gordura, fazendo com fiquem ainda mais calóricos.

3. Pimenta

A pimenta não faz mal nenhum. Só é necessário atenção: algumas pessoas têm maior sensibilidade ao sabor e, para as grávidas, pode gerar desconforto e queimação no estômago.

Se você não tem muitos sintomas de azia e de refluxo, pode consumir sem medo. Ao contrário do que dizem, a pimenta não induz o trabalho de parto. Faça um teste e, se não sentir nenhum tipo de desconforto, pode consumir o tempero sem problemas.

4. Ovo

Alimentos feitos à base de ovo podem estragar muito fácil e, por isso, devem ficar de fora da sua dieta, principalmente se você for comer fora de casa. Se preparar a comida em casa com ingredientes de procedência conhecida, o melhor é consumir logo depois de pronto e não guardar para mais tarde. Alguns desses alimentos feitos à base de ovo são:

·        cremes;

·        maionese;

·        molho caesar;

·        patês;

·        salada de ovo.

Se você tem o hábito de cozinhar para muitas pessoas ou quer ter a certeza de que não vai ingerir nenhum tipo de bactéria, invista em ovos pasteurizados. Eles são um pouco mais caros, porém, você tem a certeza de que não estão contaminados.

5. Carne crua

Alimentos crus — principalmente os de origem animal — correm o risco de conter toxoplasma. Esse protozoário é o causador da toxoplasmose, doença que gera complicações na gestação, prejudica a saúde do bebê e é responsável por partos prematuros.

Então, evite pratos com:

·        carnes mal-passadas;

·        ovo com a gema mole;

·        quibe cru;

·        sushi e sashimi.

Além do toxoplasma, outros micro-organismos podem estar presentes em alimentos de procedência animal. Por isso, é preciso muito cuidado na hora de comprar e de preparar cada um deles.

Carne crua, em geral, tem mais chances de conter micro-organismos vivos do que as carnes cozidas, assadas ou grelhadas. Isso porque as altas temperaturas matam bactérias e protozoários que possam estar presentes na carne.

É importante se lembrar de que as proteínas são parte importante da dieta de qualquer pessoa. Não corte por inteiro o consumo de carne a menos que tenha outra fonte de proteína para substituir, como:

·        aveia;

·        feijão;

·        folhas verde-escuras;

·        quinoa;

·        tofu.

6. Salada crua

As saladas cruas devem sempre ser muito bem escolhidas e lavadas. Algumas pessoas preferem usar vinagre – não elimina bactérias, apenas ajuda a limpar o alimento – ou água sanitária – importante colocar só uma pequena colher e lavar bem o alimento, posteriormente – para higienizar as folhas, o que é ótimo para eliminar bactérias. Mas lembre-se sempre de tirar todo o resíduo dessas substâncias antes de comer.

Alfafa, rabanetes e brotos de feijão devem ser preferencialmente cozidos, pois algumas bactérias permanecem no alimento mesmo depois de lavado. Só a água quente é capaz esterilizar esses alimentos.

Sempre que puder, lave frutas, verduras e legumes com água corrente para retirar a parte grossa da sujeira. Depois, deixe-os em uma solução de água com água sanitária durante 15 minutos e, por último, lave bem apenas com água corrente para retirar os resíduos.

As frutas, no geral, têm muitos pesticidas que podem fazer mal à saúde. Sempre que possível, compre alimentos orgânicos ou de produtores que respeitem as regras da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) quanto ao uso de agrotóxicos.

Lembre-se de que o consumo de qualquer fruta é liberado e imprescindível para uma gravidez saudável.

7. Carboidratos

Os carboidratos refinados, ou seja, os alimentos brancos como arroz, açúcar e farinha de trigo, não precisam ser cortados da sua dieta, mas exigem atenção quanto ao seu consumo.

Eles devem representar metade da alimentação de uma gestante. Então, prefira as versões integrais de pães e massas que são ricos em fibras e ajudam na digestão.

O sistema digestivo das gestantes já é naturalmente mais preguiçoso, e consumir uma alta quantidade de carboidratos refinados não ajuda em nada (e ainda pode piorar a situação).

Se você já sabe que o seu organismo não digere bem algum alimento, tente cortá-lo ou reduzi-lo ao máximo na sua dieta. Isso pode ajudar a diminuir enjoos e melhorar a sua qualidade de vida.

8. Leite e derivados

Para que o bebê consiga desenvolver dentes e ossos saudáveis, é fundamental que a mãe consuma alimentos ricos em cálcio, entre eles, o leite e seus derivados. Mas é preciso cuidado para não ingerir micro-organismos que afetam o desenvolvimento da gestação.

Aqui, a palavra de ordem é pasteurização. Queijos importados — como brie, roquefort e camembert — são moles e úmidos, o que abre espaço para o desenvolvimento de bactérias.

Opte por marcas que produzam queijo a partir de leite pasteurizado e que sigam todas as etapas de controle de higiene para evitar contaminação. Isso garante que o consumo seja seguro para gestantes.

9. Embutidos

Os embutidos apresentam vários componentes que uma gestante não deveria comer. Por serem industrializados, é difícil saber exatamente o que está presente em sua composição e se existe alto risco de contaminação.

Eles possuem muito sódio, colesterol e gordura saturada, que ajudam a conservá-los por mais tempo. E, além disso, são pobres em nutrientes fundamentais.

Reduza o consumo ao mínimo e, se possível, corte-os da sua dieta. A falta de embutidos não vai prejudicar a sua saúde e pode te ajudar a controlar o ganho de peso e o colesterol – reduzindo o ruim (LDL) e aumentando o bom (HDL).

10. Camarão e frutos do mar

Peixes com muito sal — como o bacalhau — não são indicados Pelo fato da quantidade de sódio na carne aumentar a pressão arterial e ainda causar, possivelmente, pré-eclâmpsia em mulheres que já têm a pressão alta.

Se a sua pressão estiver sob controle, o consumo de bacalhau, carne seca e outras carnes salgadas é liberado, desde que em pequenas quantidades.

Outro motivo que restringe muito o consumo de frutos do mar é o alto risco de alergias. Se você já tem intolerância a esse tipo de alimento, não os consuma durante a gravidez. O seu bebê tem grandes chances de ser alérgico também e ele não possui todas as células de defesa desenvolvidas o bastante para combater uma crise alérgica.

Ostras, mexilhões e mariscos, geralmente, consumidos crus, também devem ser evitados. Eles podem carregar uma grande quantidade de bactérias que causam listeriose e cisticercose, ambas doenças que afetam o desenvolvimento do bebê durante a gestação.

Alguns peixes, como a cavala e o espadarte, têm alta concentração de mercúrio na carne e, por isso, devem ser evitados. Esse metal é tóxico e pode interferir no desenvolvimento do sistema nervoso do bebê.

Os peixes usados na preparação de pratos da culinária japonesa também podem conter altos níveis de mercúrio. Por isso, devem ser evitados pelo menos nos 3 primeiros meses de gestação, período em que o bebê desenvolve o tubo neural.

Atum, sardinha e outros peixes enlatados, geralmente, têm uma concentração menor de mercúrio, mas, ainda assim, devem ser consumidos com moderação. Não ultrapassando, portanto, duas vezes na semana.

Os frutos do mar defumados podem ser ingeridos sem restrições, desde que sejam cozidos antes.

11. Alimentos que causam alergia

Se você ou o pai da criança têm alergia a algum alimento, é muito provável que o bebê também a tenha. Por isso, evite alimentos que possam ter reações alérgicas muito fortes, como:

·        amendoim;

·        camarão;

·        castanha;

·        lactose;

·        entre outros.

Porém, se na sua família não existe histórico de alergias com esses alimentos, a chance de o seu bebê ser alérgico é bem pequena.

12. Adoçantes

Geralmente, as futuras mães que não podem ganhar muito peso durante a gravidez usam adoçantes em vez de açúcar.  Entretanto, nem todos os tipos de adoçante podem ser consumidos pelas gestantes.

É importante evitar sacarina, ciclamato e aspartame, para não expor o bebê a algumas substâncias prejudiciais para o seu desenvolvimento.

Prefira sempre os adoçantes à base de acesulfame-K, sucralose e estévia. Eles são naturais e podem ser consumidos em quantidades maiores sem apresentar riscos para o bebê.

13. Cafeína

Além de aumentar a ansiedade e a frequência cardíaca, o café também estimula a produção de secreções gástricas, o que resulta em maior risco de refluxo e de irritações no estômago. A sua ingestão é aconselhada apenas em pequenas porções.

Lembrando que a cafeína é diurética, então, as idas ao banheiro podem aumentar. Chás, como o verde, o branco, o preto e o mate, têm altos níveis de cafeína.Portanto, causam os mesmos efeitos do café.

Alguns estudos apontam que as bebidas ricas em cafeína, no geral, têm um alto nível de chumbo, metal que pode retardar o crescimento da criança, fazendo com que ela nasça com um peso menor do que o esperado.

14. Chás

Diferentes tipos de chá podem ser consumidos pelas futuras mães, porém, sempre com atenção para evitar algumas ervas.

Chás que contém altos níveis de cafeína e o chá de canela devem ficar de fora da dieta ou serem consumidos o mínimo de vezes possível. Já os chás de frutas, camomila, erva-doce e hortelã são ótimos para as gestantes e podem ser consumidos sem medo.

Prefira fazer os chás com plantas caseiras ou com ervas frescas. Os chás que são uma mistura de diferentes ervas merecem uma atenção maior para o rótulo, pois podem conter essas ervas que devem ser evitadas.

15. Refrigerantes

Os refrigerantes causam estufamento gástrico e podem agravar a gastrite de gestantes que já têm esse problema. Além disso, as versões zero e light possuem muito sódio, o que pode aumentar a pressão arterial.

Refrigerantes são bebidas pobres em nutrientes e com muito açúcar. Corte-os da sua dieta completamente ou reduza ao mínimo possível. Eles não fazem falta do ponto de vista nutricional e podem desencadear um ganho de peso desnecessário.

Substitua por sucos naturais ou água, opções mais saudáveis para você e seu bebê.

16. Canela

Algumas pessoas acreditam que a canela pode causar contrações prematuras, porém, não existe nenhum estudo que comprove essa hipótese. De qualquer forma, o consumo da canela em pó ou do chá de canela deve ser pequeno.

 

Agora que você já sabe tudo o que grávida não pode comer ou deve evitar, compartilhe este post nas redes sociais para ajudar outras futuras mães a planejarem a sua própria dieta!

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