O processo que envolve o pré-natal é naturalmente repleto de anseios por parte dos pais. Mesmo em casos nos quais a gravidez não é de 1ª viagem, é extremamente natural surgirem muitas dúvidas. No meio disso tudo, o ultrassom é, com toda a certeza, um dos assuntos que merece maior destaque.

Pensando em esclarecer algumas possíveis dúvidas, desenvolvemos um conteúdo completo sobre ultrassom na gravidez, evidenciando os principais tipos e a importância de cada um deles.

Vamos lá?

Qual é a importância da ultrassonografia?

O ultrassom é de extrema importância e deve ser visto com toda a cautela e cuidado do mundo pelos pais. É a partir dele que você terá acesso a toda a realidade do bebê até o momento do nascimento.

O que isso significa? É simples: a partir dos exames de ultrassonografia, você terá acesso completo quanto a saúde da criança, ficando por dentro de questões como as seguintes:

  • o feto está bem?
  • o desenvolvimento fetal está conforme o esperado?
  • será preciso lidar com algum imprevisto desagradável no meio do caminho?
  • qual é a minha idade gestacional?
  • a minha saúde está OK?
  • quanto tempo durará a gravidez?
  • é menino ou menina?
  • são gêmeos?

Além disso, inúmeros outros fatores conseguem ser analisados a partir dos exames periódicos de ultrassom, que têm como principal objetivo a verificação da saúde da mãe e do bebê.

ultrassom

Em qual frequência o ultrassom deve ser realizado?

Por mais que algumas pessoas ainda acreditem que o ultrassom pode prejudicar o bebê, isso não é verdade e, inclusive, ele nem tem o poder de incomodá-lo.

É recomendável que o 1º exame seja realizado por volta de 13 semanas. Um 2º, bem mais detalhado, a partir da 20ª semana.

Caso seja de indicação do médico, uma última ultrassonografia nos momentos finais da gravidez, entre a 36ª e 37ª semana.

Quais são os tipos mais importantes e quando eles são indicados?

Existem diversos tipos de ultrassom disponíveis para as mães. Por mais que cada um tenha a sua principal função e indicação específica, a necessidade de realização de cada um deles deve ser analisada minuciosamente.

Tenha em mente que não é obrigatório realizar todos eles ou seguir à risca a frequência dos exames, por exemplo. Esse é um bate-papo que deverá ser feito entre você e o seu médico, que é a pessoa mais indicada para traçar um pré-natal que se encaixe na sua realidade.

Sabendo disso, conheça as principais modalidades de ultrassonografia. Vamos te mostrar cada uma delas. Assim você poderá conversar melhor com o seu médico.

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Ultrassom transvaginal

Geralmente, o ultrassom transvaginal está associado ao exame de ultrassonografia pélvica, que é utilizada para observar alguns órgãos localizados dentro da pélvis — como o útero, o ovário e as trompas. Após a realização desse exame, então, é feito o transvaginal.

Ele é muito recomendado no início da gravidez, sendo de extrema importância para realizar uma boa avaliação do embrião. Além disso, é possível estimar o tempo de gestação de forma mais precisa, analisar a situação do colo uterino e realizar alguns exames específicos como o de translucência nucal, por exemplo.

Esse exame, que mede um espaço em especial na nuca do bebê, é fundamental e deve ser realizado ainda no 1º trimestre. A partir do seu resultado, é possível detectar o risco de síndrome de Down, por exemplo, além de confirmar o tempo de gravidez e verificar a presença do osso nasal, que é um indicador de possíveis anormalidades no feto.

Por ser realizado de maneira endovaginal (a partir da introdução de um aparelho transdutor no canal vaginal), as imagens são bem precisas e muito mais definidas do que nos exames feitos via abdominal. O preparo para a realização é bem simples e indolor.

Esse é geralmente o exame que confirma ou descarta uma possível gravidez, ou seja, diz respeito justamente ao momento emocionante de ver o embrião pela 1ª vez.

Por detectar a gravidez com mais precisão, o ultrassom transvaginal geralmente é o mais indicado no início da gestação.

Ultrassom morfológico

O ultrassom morfológico é uma opção que resulta em imagens muito detalhadas, com o poder de exibir e de levar a uma análise minuciosa de todos os órgãos internos do bebê. Isso é muito importante, pois avalia a possibilidade de existir algum problema com a saúde do pequeno, além de evidenciar como anda o desenvolvimento da criança.

É recomendável que esse ultrassom seja feito primeiramente entre a 11ª e 14ª semana e, no 2º semestre, entre a 20ª e 24ª.

Alguns órgãos que podem ser muito bem visualizados e analisados com detalhe pelo médico por meio do ultrassom morfológico são:

  • estômago;
  • pulmão;
  • coração;
  • bexiga;
  • rins.

Os ossinhos do neném também são muito importantes e vistos de forma detalhada nesse ultrassom. Analisando as pernas, os braços e os ossos em geral, o médico consegue perceber como anda o desenvolvimento da criança e se antecipar quanto a possíveis imprevistos.

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Além disso, pelo ultrassom morfológico, você já consegue descobrir o sexo do bebê a partir da 20ª semana.

Ultrassom obstétrico

A ultrassonografia obstétrica é a opção mais comum realizada durante uma gravidez, realizado pela barriga com o uso de um gel. Ao contrário de alguns outros, ele é realizado de forma externa.

A partir das ondas sonoras são produzidas imagens do bebê, além de imagens do útero e dos ovários da mãe.

Não existe muito segredo quando falamos do ultrassom obstétrico. Ele é muito importante e fundamental nos seguintes tópicos:

  • cálculo de quanto tempo se passou desde a fecundação;
  • avaliação da posição do feto;
  • avaliação da posição da placenta;
  • observação e análise do desenvolvimento e do bem-estar do feto;
  • determinação da quantidade de fluido amniótico que existe em torno do bebê.

A periodicidade de realização será definida entre você e o seu médico. Porém, tenha em mente que a maioria dos exames realizados para ver imagens do bebê durante o seu crescimento serão feitas a partir da ultrassonografia obstétrica.

Ultrassom com doppler

Por não ser um exame de rotina, ou seja, pouco comum (ao contrário dos citados anteriormente), a ultrassonografia com doppler pode gerar diversas dúvidas.

O ultrassom com doppler tem como principal função uma avaliação da circulação sanguínea na gravidez (seja ela dentro do feto, entre a mãe e a placenta ou entre o feto e a placenta).

Ele é realizado a partir da análise de ondas sonoras, que são convertidas em imagens ao entrarem em contato com o corpo do bebê. Não é invasivo nem indolor, isto é, parece com o ultrassom obstétrico.

É uma modalidade importantíssima, já que consegue detectar detalhes tão aprofundados de antemão.

Veja os principais indícios que o ultrassom com doppler consegue levantar:

  • problemas de crescimento resultantes de um baixo fluxo sanguíneo;
  • como anda a formação dos órgãos internos da criança;
  • possibilidade de algum problema na placenta ou nas artérias, além de outras complicações como a diabetes gestacional;
  • frequência cardíaca do feto;
  • fatores Rh (relacionados a grupos sanguíneos);
  • suspeita de malformação do bebê.

Realizando esse exame, é possível prever algumas questões desagradáveis que envolvem principalmente o crescimento do feto.

Ao verificar indícios de uma desnutrição, por exemplo, é possível traçar um plano de ação para que a saúde do bebê seja recuperada a tempo. Os problemas de crescimentos relacionados ao baixo fluxo sanguíneo também podem ser analisados e, possivelmente, resolvidos.

O exame é recomendado nos momentos finais da gravidez, a partir da 32ª semana de gestação.

Saiba como se preparar para o parto!

 

E então? Depois de conhecer um pouquinho mais sobre o ultrassom na gravidez, você está pronta para acompanhar o desenvolvimento do seu bebê mês após mês?

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